www.observatoriolocal.com.br


PARA MUDAR O CONJUNTO O ESFORÇO É TAMBÉM PESSOAL >> Editorial (Edição impressa de março de 2009)

O que pensa o leitor sobre o tempo em que vivemos? Já se pôs a refletir sobre isso? Ou o excesso de trabalho, de lazer e as preocupações do cotidiano lhe tiraram o tempo e o ânimo necessários para pensar no assunto?

Caso tenha parado e refletido sobre isso, é bem possível que a única conclusão prática a que chegou foi que o melhor é seguir a vida e esperar para ver o desenrolar dos acontecimentos. No entanto, de uma coisa podemos todos estar certos: vivemos num tempo favorável a mudanças, talvez o mais extraordinário dos tempos. Nunca na história humana avançamos tanto, nunca acumulamos tanto conhecimento técnico e científico e nunca antes chegamos ao ponto de interligar eventos e ações em escala planetária, instantaneamente, ao mesmo tempo e o tempo todo.

Mas apesar de todo o progresso técnico, político (porque também aqui temos avançado) e científico, pouco temos avançado no modo de pensar. Permanecem os velhos padrões sociais de pensamento. Um pensar velho numa era nova. Por que é assim? Porque fomos moldados, doutrinados e adestrados a esse padrão. Nos é quase impossível perceber o mundo de novas maneiras. Fomos forçosamente condicionados a enxergar as coisas como são e não como poderiam ser, se simplesmente quiséssemos mudá-las. Quer um exemplo de idéia pré-formatada? Eis aí: "progresso é igual a desenvolvimento econômico". Nesse modo de pensar, uma grande fábrica que empregasse uma grande quantidade de operários geraria empregos e impostos e isso faria a roda do consumo girar, e então "todos os problemas seriam solucionados". Exportar e importar para um mundo "sem fronteiras" é outra idéia a que fomos acostumados de tal modo que nos parece agradável e lindo ver grandes áreas serem ocupadas por um só tipo de produto, talvez soja, talvez pinus, talvez pastagens, talvez um pátio enorme de carros 0 km ou uma cidade tão apinhada de gente quanto Cidade do México, Nova Iorque e São Paulo. Fazem-nos pensar que isso é progresso, que é bonito e tão natural quanto viver. Mas se isso não é progresso, então o que é? Se precisar de inspiração para encontrar as respostas, que são muitas, comece lendo "Madrepérola" e depois passe para os demais artigos desta edição.



Escrito por Observatótio Local às 17h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




FÉ COM ÁGUA >> narrado por Severiana Rossi Correa (Uma história, depois outra)

Certa vez, havia uma mulher muito doente e, apesar de todo o empenho dos conhecidos, não achavam cura para o seu padecimento. Aí, ficaram sabendo de um curandeiro que tratava com chás e ervas. O marido da enferma de pronto mandou que chamassem um rapaz da redondeza a quem entregou um cavalo encilhado e dinheiro. O jovem se embrenhou, por assim dizer, numa viagem de dois dias até o curandeiro. Dele comprou garrafas, bem cheias, com a promessa de que as poções operariam milagres.

No retorno o jovem cavaleiro teve de cruzar um rio muito perigoso. Entrou ele a cavalo no rio, mas ao saírem na outra margem o animal escorregou os cascos numas pedras e lá se foram para o chão. A preciosa encomenda, infelizmente, estava aos cacos. "Meu Deus, que vou fazer agora?" – pensou o rapaz. Sem dinheiro, voltar já não era mais possível. Vendo que havia uma casa próxima da margem do rio, o jovem seguiu até lá e, de pé à porta, disse: "O senhor poderia me arrumar umas quatro garrafas. Quero levar água, pois minha viagem é longa por esta estrada." O morador virou-se e logo retornou com as garrafas e a indicação de uma calhinha d’água. Com um misto de medo e devoção o jovem orou enquanto abastecia de pura água as garrafas, dizendo: "Meu Deus, ajude-me, meu Deus! Tomara que dê tudo certo". Precavido, antes de seguir viagem achou por bem arranjar novos rótulos com instruções de uso para os "remédios", tais como "este tomar de hora em hora", outro "tomar duas vezes ao dia" e assim por diante.

Chegando o jovem de volta à casa da mulher doente, logo lhe foram indagando sobre a viagem e, principalmente, se ele havia conseguindo o tão aguardado remédio. Assinalou que sim, apeou do cavalo e, entrando na residência, pôs à mostra a encomenda devidamente rotulada. Também repassou um receituário forjado.

Para surpresa do jovem, e não da família crente no poder das garrafadas, a mulher foi curada. Ainda agora está para se saber qual fé, de fato, alcançou a graça. Teria sido a fé da oração do jovem ou a fé da enferma, que tomou água da correnteza pensando ser remédio? Talvez ambas. Quem sabe?



Escrito por Observatótio Local às 17h16
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




E LOUVEMOS AGORA AS GRANDES MÁQUINAS... (Madrepérola) >> por Míriam Santini de Abreu

Ouvi o ronco da motosserra numa manhã. Imaginei que a prefeitura estaria limpando o terreno baldio atrás do prédio onde moro. Mas o resultado eu só vi na noite do dia seguinte, quando cheguei em casa e fui recolher a roupa. Tudo, absolutamente tudo, havia sido arrancado, inclusive a árvore querida na qual pousavam pássaros e que eu gostava de contemplar da janela da sala. De dia fui conferir o estrago. Dela só restou um toco com algumas farpas, em meio a um solo nu e poeirento.

Quando estive em Cambará do Sul (RS), ouvi uma piada freqüente. A região gaúcha não é mais chamada de Campus de Cima da Serra, e sim de Pinus de Cima da Serra. O pinus tomou a terra onde pastava o gado porque dá mais dinheiro. Os produtores, sempre às voltas com as migalhas da pífia política agrícola do governo, agora se dedicam às enfileiradas plantações, que crescem rápido nestas terras do Brasil.

Gosto de "viajar" no Google Earth, que permite observar qualquer parte da Terra, especialmente com o recurso pelo qual se vê o mundo em três dimensões. É com fascínio amedrontado que observo a Mata Atlântica pontilhada de cidades, a Serra do Mar cheias de estrias-estradas, a cratera cinzenta da mina de cobre de Chuquicamata no coração do Deserto de Atacama, o fulgor de Manhattan, tal como no filme "AI - Inteligência Artificial". Ali está o resultado do trabalho social no que ele tem de poético, estupendo, perverso. E principalmente o resultado deste trabalho sobre a superfície terrestre. A motosserra que despedaçou a minha arvoreta é filha dessa história, gene de uma linhagem cujo apetite é cada vez mais voraz. Veja o tamanho desta fome em:

www.youtube.com/watch?v=-pLsjqPAIdE

http://www.youtube.com/watch?v=TLhGVOZL8JU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=RLumXbRP3Fc&feature=related

 



Escrito por Observatótio Local às 17h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




RESPONSABILIDADE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA >> por Adelir Terezinha Gadotti Sophiati

Recebemos em nossa sala de aula, diariamente, alunos oriundos de diversos segmentos da sociedade, de famílias diferentes umas das outras, cada qual com seus problemas, sejam de ordem financeira, afetiva... Estes problemas todos atingem diretamente os filhos, nossos alunos.

Cabe à escola amenizar estes problemas, pois o aluno vem ao convívio escolar esperando aí encontrar a resolução para seus problemas, os quais traz de seu convívio familiar.

A escola muitas vezes exclui, pois o conteúdo a ser ministrado é mais importante. Interessa à escola o aluno que aprende, o bonzinho, quietinho, que produz e pronto, esse é considerado "dos bons"; com o outro muitas vezes se diz que nem adianta perder tempo, "não vai mesmo".

Felizmente, há profissionais, pedagogos, que ainda estão preocupados com o bem- estar dos alunos, com o lado afetivo, emocional, psicológico. Se o aluno "não vai", algum problema está acontecendo, e faz-se necessária a pesquisa-ação para detectar onde está o problema. As famílias reagem, dizem que o problema não está em casa, mas, depois de avaliação minuciosa, verifica-se que o foco principal do problema está dentro de casa.

Compete aos profissionais inseridos nas escolas trazer este aluno ao convívio harmonioso e prazeroso, fazendo com que se sinta bem no local onde vem para aprender, ser amado, revelando suas capacidades, acreditando em seu potencial. Todo aluno possui capacidades, basta saber despertá-las, encorajando-o em um ambiente harmonioso, em que se despertem os valores, a auto-estima, e, acima de tudo, a capacidade de aprender com prazer.



Escrito por Observatótio Local às 17h11
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SER EDUCADO INDEPENDE DE CLASSE SOCIAL >> por Adriane D'Avila Strelow

Começamos a moldar as crianças desde pequenas, e o exemplo é um fator importante na formação do caráter da criança.

A criança é uma esponja. Absorve tudo o que vê, escuta. Temos que prestar muita atenção ao tipo de jovens e adultos que queremos em nosso meio. O papel dos pais e professores é fundamental para a formação do caráter do indivíduo, que, no futuro, poderá ser um profissional liberal, um político de nossa cidade ou de âmbito nacional ou estar à frente de uma grande empresa.

Boas maneiras e bons hábitos independem de classe social. Uma pessoa pode ser pobre financeiramente, mas sabe se portar de maneira respeitosa em qualquer ambiente, muitas vezes melhor do que aquela que acha que o dinheiro ou a posição social estão acima de tudo.

Quando vejo o nosso presidente da república, que foi reeleito para o cargo que ocupa, indo para uma entrevista que terá grande audiência e repercussão mundial, quebrando protocolo, não sabendo se portar diante de outro presidente (sendo este o presidente dos Estados Unidos), querendo que o tradutor traduza exatamente o que ele fala, até mesmo os termos mais inadequados, usando como desculpa a sua falta de cultura, fico indignada.

Temos exemplos de superação como o do ganhador das olimpíadas de matemática. Um menino pobre, deficiente físico, que o pai leva num carrinho de mão até a escola mais próxima, pois não há ônibus na sua localidade. A mãe do menino estudou até a quarta série e todos os professores e pessoas que convivem com ele dizem que o menino é educado e de uma cultura muito maior que meninos da mesma idade com acesso a todos os meios de tecnologia.

Ser educado e culto independe de classe social. Com bons exemplos e com alguns hábitos saudáveis podemos transformar as nossas crianças e jovens em cidadãos mais educados.



Escrito por Observatótio Local às 17h10
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




UMA QUESTÃO DE VIDA OU MORTE >> por André Luiz Nardelli Betti

No dia 9 de fevereiro morreu a italiana Eluana, 38 anos de idade – e não de vida – pois durante 17 anos esteve em estado vegetativo após um acidente automobilístico. Sob o meu ponto de vista, viveu apenas até os 21 anos. Depois disso, deve ter experimentado tristeza, amargura e um sentimento de impotência sem tamanho. Por isso, seu pai travou uma incansável batalha judicial contra um sistema conservador no afã de abreviar o sofrimento da filha, o que fez surgir uma decisão judicial da Corte Italiana permitindo a suspensão gradual da alimentação e hidratação da paciente, culminando na sua morte.

Como de praxe, o Vaticano, querendo fazer uma média com a nação, levantou a voz contra tal decisão, repudiando fortemente qualquer manifestação que autorizasse a morte da paciente. Eu faço um questionamento sobre a posição do Vaticano, pois me lembro perfeitamente de que não foram feitas tentativas de prolongar a vida do Papa João Paulo II, caracterizando a chamada ortotanásia. No popular: no dos outros é refresco, não é, Senhor Ratzinger? Ué, a posição da Igreja não é a manutenção da vida a todo o custo? Por que então não colocaram o Papa ligado a aparelhos?

Existe ainda um outro argumento clássico contra a eutanásia: "Você já viu quantas pessoas acordam de um coma prolongado?" Eu já. Dá para contar nos dedos do pé direito. Em compensação, o que ninguém comenta – até porque não dá notícia – é que para cada caso desses existem mais de um trilhão de outros similares em que o paciente não acorda e fica vegetando para o resto da sua "vida". Eis, com isso, dois princípios que se colidem: de um lado o direito à vida e, de outro, à dignidade humana. O que é mais cruel: deixar a pessoa morrer ou prolongar o sofrimento dela?



Escrito por Observatótio Local às 17h08
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




COMO ELIMINAR PÊLOS DE FORMA DEFINITIVA >> por Annelise Schiefelbein

Há cerca de 10 anos, um método conquistou espaço no mercado de beleza, ganhando adeptos de ambos os sexos: a depilação a laser. Cada vez mais homens e mulheres procuram este recurso, a fim de eliminar de forma definitiva e eficiente os pêlos indesejáveis. Entre as mulheres o maior interesse é aplicar o método em áreas como axila, face e virilha. Os homens costumam procurar o tratamento para eliminar pêlos da barba, pescoço e nuca.

No Brasil, os aparelhos mais utilizados para depilação são o laser de diodo (Lightsheer) e a luz pulsada. Também podem ser utilizados o Nd-Yag, Gentle Yag e o Alexandrita, cujo resultado para remoção de pêlos costuma ser inferior aos demais, já que a função primária dele não é focada na depilação. O laser é uma luz amplificada e direcionada que atua sobre um "alvo". Esses alvos são chamados de cromóforos, e, no caso dos pêlos, esse cromóforo é a melanina (responsável pela coloração do pêlo). Assim, quanto maior a concentração de melanina no pêlo, de forma mais eficiente o laser irá destruir a sua estrutura.

Os pêlos, uma vez destruídos, não voltam a crescer, mas, devido à variação hormonal, podem surgir raros pêlos novos em um local já tratado, havendo necessidade de retoque anos após o término do tratamento. Neste caso é importante também conversar com um médico ginecologista ou endocrinologista, a fim de buscar a causa da alteração hormonal.

A sensação de dor varia de pessoa para pessoa. Os aparelhos mais modernos têm um sistema de resfriamento da ponteira, o que torna a dor muito semelhante a uma depilação com cera. São necessárias em média cinco sessões, com intervalos mensais. Antes de cada sessão é importante evitar exposição ao sol e é aconselhável realizar o procedimento sempre em locais onde há um médico responsável.



Escrito por Observatótio Local às 17h07
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A EXPRESSÃO ESCRITA >> por Antônio Amancio Neto

"Bases para a Sua Conduta" é o título de um livro que apareceu em minha vida há aproximadamente dez anos. Trata-se de uma obra póstuma do humanista Carlos Bernardo González Pecotche, que contém uma série de pensamentos destinados originalmente à orientação de seu filho Carlos Federico González. Gostaria de compartilhar um parágrafo que para mim é muito importante: "Quero que surja em você a iniciativa de expressar com clareza seu pensamento: que se aperfeiçoe não só na arte de escrever, mas também na de falar. Cultive-se em todo instante; pense, pense muito, e faça-o com alegria. Deus o ajudará a criar pensamentos originais e fecundos."

É certo que a reprodução deste ensinamento pode trazer muitas conclusões, reflexões e entendimentos, porém meu objetivo, ao trazê-lo nesta oportunidade, é que os leitores tenham também a possibilidade de experimentarem os mesmos resultados positivos que eu obtive com aquela leitura.

Um exemplo: fui convidado para colaborar com as colunas do OL. Antes disso, nunca em minha vida dediquei sequer duas linhas a pessoas que pouco conheço. Porém, nesta circunstância, não hesitei em nenhum momento, pois sabia que com esta grande oportunidade poderia aperfeiçoar a forma de expressar meus pensamentos e de colaborar com os leitores no sentido de trazer temas que estimulassem o cultivo de suas mentes com infinitas reflexões.

Ficaria imensamente grato em saber se meu objetivo com estes artigos está sendo atingido, talvez através de e-mail (endereço disponível no cabeçalho desta coluna). O que acham? Esse é o mundo!



Escrito por Observatótio Local às 17h06
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




SEGURANÇA SOCIAL >> por Dionei Tonet

O Brasil é signatário do pacto internacional dos Direitos Civis e Políticos e da Carta das Nações Unidas. Isto garante que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

Reconhecendo que esses direitos decorrem da dignidade inerente à pessoa humana, e em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o ideal do ser humano é ser livre, no gozo das liberdades civis e políticas, e liberto do temor e da miséria. Isto não pode ser realizado sem que se criem condições que permitam a todos desfrutarem de seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais.

A Carta impõe aos Estados a obrigação de promover o respeito universal e efetivo dos direitos e das liberdades da pessoa humana, ratificando que o indivíduo, por ter deveres para com seus semelhantes e para com a coletividade a que pertence, tem a obrigação de lutar pela promoção e observância dos direitos reconhecidos no presente Pacto.

O Artigo 23 traz: "§1. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e terá o direito de ser protegida pela sociedade e pelo Estado. §2. Será reconhecido o direito do homem e da mulher de, em idade núbil, contrair casamento e constituir família. §3. Casamento algum será celebrado sem o consentimento livre e pleno dos futuros esposos. §4. Os Estados deverão adotar as medidas apropriadas para assegurar a igualdade de direitos e responsabilidades dos esposos quanto ao casamento, durante o mesmo e por ocasião de sua dissolução. Em caso de dissolução, deverão adotar-se as disposições que assegurem as proteções necessárias para os filhos".

Como estamos cuidando, educando e preparando nossos filhos para conviver em sociedade? Trate aos outros como queres ser tratado. Pense nisso!



Escrito por Observatótio Local às 17h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PASSEIO PELO MUSEU HISTÓRICO - PARTE 1 >> por Douglas Fernando da Silva

Com a tecnologia, a modernidade, o homem atual vem se desvinculando cada vez mais de seu passado histórico. Cabe a nós tão somente ajudar na preservação e resgate da cultura e da história de nosso povo. Um agente importante para essa tarefa tem sido o museu, onde, de forma ainda limitada, são dados passos progressivos para a salvaguarda da história de nossa cidade bem como de vários personagens que a construíram no passar dos anos.

Ao caminhar pelo museu, observei várias fotos que anteriormente me passavam despercebidas, mas, dessa vez, com um senso histórico, as pude observar de uma nova forma, vendo aos poucos o progresso chegando em nossa cidade e também algumas perdas significativas que tivemos e estamos tendo.

Por fotografia observei o antigo cinema, que na década de 60 alegrava e emocionava os expectadores com suas películas. Que divertido seria se hoje tivéssemos uma sala de projeções em nossa cidade! Talvez fosse uma alternativa salutar para os jovens, em um contexto no qual muitos encontram alegria no álcool em demasia e, em conseqüência do mesmo, trazem tristeza para várias famílias.

Pude ver também fotos referentes à antiga ponte Roberto Machado, única nessas características em nosso estado. Lembrei-me dos tempos de criança, quando ia passear de bicicleta, sentava-me à beira da ponte e via a linha histórica traçada entre aquela imponente sobrevivente ao tempo em relação à ponte de concreto armado ao lado. Parte dela já não posso mais observar, e infelizmente o destino da nossa ponte será o esquecimento ou a queda, e talvez a preocupação com ela seja tardia, no momento em que ela ruir, deixando para trás parte de nossa história. Meu passeio pelo museu e minhas reflexões continuam nas próximas colunas. Forte abraço!



Escrito por Observatótio Local às 17h03
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"UM DEUS PARA NOSSOS DESEJOS" >> por Eduardo Schmitz

Uma matéria publicada no G1, o site de notícias da Globo, fez-me lembrar de um artigo que li na Folha de S. Paulo tempos atrás e que arquivei no computador. A matéria do G1, publicada no dia 11 de março, diz "Para CNBB, ninguém foi excomungado em caso de aborto de menina de 9 anos", desmentindo o que a mídia vem expondo desde a declaração do arcebispo de Olinda e Recife, que anunciou a excomunhão da mãe da menina e dos médicos que realizaram o aborto, excluindo da ação da Igreja o padrasto, acusado de estuprar a menina. O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, afirma que "O arcebispo não excomungou ninguém, ele apenas lembrou de uma norma que existe dentro do próprio direito canônico". Dito e desdito.

O artigo da Folha de S. Paulo mencionado anteriormente leva o título "Um Deus para nossos desejos", cuja autoria pertence ao italiano radicado no Brasil Contardo Calligaris – psicanalista, doutor em psicologia clínica e colunista da Folha. Calligaris discorre sobre a tendência contemporânea de se moldar Deus segundo a imagem que se quer que Ele venha a ter, e cita o sucesso de vendas do livro "Código Da Vinci", que entre outras especulações propõe a tese do casamento de Jesus com Maria Madalena.

Para encurtar, tanto o artigo de Calligaris quanto a declaração da CNBB entregam sinais de que o papel de Deus na sociedade moderna é o de se ajustar às necessidades e desejos humanos, bem ao contrário do que pede a ortodoxia das escrituras. Claro que me refiro aqui apenas ao cristianismo que, de maneira geral, tende a aceitar sempre mais o temperamento brando e a humildade de coração do seu mestre, rejeitando quase que inteiramente as prédicas de desprendimento material, autodomínio e sujeição deste ao reino dos céus. Um reino, aliás, cada vez mais moldado à ficção.



Escrito por Observatótio Local às 17h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




MORRE A PAIXÃO NASCE O FRACASSO >> por Gilmar Santos Leite

Caro leitor, pergunto-lhe: qual é a sua paixão? Você conhece quantos "apaixonados" por aquilo que fazem? Eu diria que são como "moscas brancas de olhos púrpura". Quando você acha uma, fica bestificado. Esta teoria comprova duas pesquisas mundiais, sobre paixão pelo trabalho, feitas por especialistas em RH.

A primeira foi realizada com seis mil pessoas e constatou que apenas 5% delas triunfaram no campo profissional. As outras (95%) pesquisadas experimentaram o fracasso porque trabalhavam em atividades de que não gostavam. As pessoas do grupo dos 5%, porém, eram apaixonadas por aquilo que faziam e tinham objetivos bem definidos. Resultado: foram bem-sucedidas.

O segundo estudo investigou a vida de 1.500 profissionais que há 20 anos fizeram MBA nas melhores escolas norte-americanas. Quando partiram para sua primeira opção de emprego após o curso, 83% desses profissionais (1.245 pessoas) escolheram o primeiro emprego por causa do salário. O restante, 17% (255 pessoas), disse que faria aquilo que realmente lhe interessava, independentemente da questão financeira.

Vinte anos depois, dos 1.500 pesquisados, foram encontrados 101 multimilionários, e apenas um deles pertencia ao grupo cuja motivação inicial fora ganhar dinheiro. Os outros 100 faziam parte do segundo grupo, formado pelos 255 profissionais que seguiram sua paixão. Temos que amar o que nos inspira a "chutar o balde", a viver grandes paixões, tão intensas que nos fazem trabalhar incessantemente, a exemplo de Albert Einstein, Miguel Ângelo, Benjamin Franklin e tantos outros grandes e raros "apaixonados".



Escrito por Observatótio Local às 17h01
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




QUANDO A TRISTEZA VIRA DOENÇA >> Por Gisele Borghezan

Profissionais costumam definir a depressão como o mal do homem moderno. E não é à toa. A depressão está entre as doenças mais diagnosticadas pela Organização Mundial da Saúde e atualmente atinge 121 milhões de pessoas ao redor do mundo. Será que você, seu companheiro, seus amigos, seus pais ou os funcionários de sua empresa não estão entre esses milhões? Sendo assim, fique atento. Quem está próximo do outro é responsável por notar mudanças comportamentais e emocionais que nele ocorrem, para agir em tempo de evitar graves conseqüências e até mesmo o suicídio.

As mudanças mais comuns são: tristeza, diminuição do interesse nas atividades diárias, falta ou aumento do apetite, angústia, irritação constante, momentos alternados entre euforia e tristeza, insônia ou sono excessivo e sentimento de culpa. Logo, a depressão afeta mente e corpo. Diferente da tristeza comum e passageira, a depressão é uma doença devastadora, uma tristeza de longa duração com uma intensidade maior. Neste processo, quanto mais depressiva a pessoa é, mais distante das pessoas e do mundo ela ficará. O espaço do deprimido tende a ser chato, vazio e sem perspectivas.

Dessa forma, a depressão exige um tratamento adequado, que inclui acompanhamento psicológico e médico, com ou sem o uso de antidepressivos. Engana-se quem toma antidepressivos e rejeita o acompanhamento psicológico, pois o medicamento tratará o corpo. E quem tratará a mente? Um tratamento psicológico deve funcionar como uma ponte que conduz a pessoa para fora da solidão, da tristeza, colocando-a em contato com os outros e atingindo a harmonia de viver. Faz com que ela entenda os fatos da vida e encontre meios de combater a doença, permitindo assim que o paciente mantenha o controle e leve uma vida normal. Não tenha vergonha nem hesite em procurar ajuda profissional. Muitos passaram por isso e, com tratamento, hoje estão bem.



Escrito por Observatótio Local às 16h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




"QUEM OS HOMENS DIZEM QUE EU SOU?" >> por Hartmut Wall

Em Mateus 16:13-18 Jesus pergunta para os seus discípulos: "Quem os homens dizem que eu sou?" Esta pergunta somente é preparatória, de sondagem. Pergunta o que os outros dizem a seu respeito. A resposta vem no versículo 14. Os discípulos dizem que as pessoas o colocam num patamar igual a outros grandes profetas como Elias e Jeremias. O que você responderia?

Hoje o que as pessoas dizem a respeito de Jesus? Depois de 2 mil anos de sua vinda? Possíveis respostas que encontramos: Foi um grande homem. Um grande pacificador. Um irmão maior. Uma energia. Um bom professor. Dividiu o tempo em antes dele e depois dele etc.

No texto Jesus se vira e faz a pergunta direta para os discípulos: "Quem vocês dizem que sou?" Ele estava dizendo o seguinte: Já tenho caminhado algum tempo com vocês. Vocês já viram muita coisa acontecer. Como vocês me classificam? Pergunta difícil. Pergunta que anteriormente não tinha sido respondida ainda por ninguém.

Pedro responde: (para o grupo todo? Não sei.) "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo." Pedro respondeu certo. E o próprio Jesus diz que isso lhe foi revelado diretamente do Pai.

Como você responde essa pergunta hoje? Quem é Jesus para você? Somente uma pessoa que salva? Somente uma pessoa qualquer? Ou ele é o filho do Deus vivo para você? E o que isso significa para você? Como isso se evidencia em sua vida?

Pense nisso! Espero que você possa dizer, como Pedro: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo."

 



Escrito por Observatótio Local às 16h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




AMOR À CAMISA >> Por Jackson Silva (Kako)

O ano é 1986, Copa do Mundo do México. Foi a primeira vez que me encantei pelo esporte mais popular do mundo. Porém, de cara, tive minha primeira angústia de torcedor: fomos eliminados pela França nos pênaltis. Situação normal neste esporte em que dia se ganha, dia se perde. Mas é isso que emociona pessoas no planeta inteiro.

Naquela época existiam ídolos que moviam verdadeiras multidões aos estádios e davam espetáculos inesquecíveis. Eram jogadores que priorizavam defender as cores do clube e da seleção canarinho em vez de pensar em propostas milionárias. Coisa que nos dias de hoje é incomum, rara até – pode-se dizer que é comparada a querer encontrar uma "mosca branca de olhos azuis". Refiro-me aos craques como Zico, Roberto Dinamite, Falcão e Júnior, entre outros inesquecíveis como o rei Pelé e Garrincha. Ídolos que garantiam a felicidade de suas apaixonadas torcidas a cada jogo.

No mês de janeiro fui surpreendido com uma notícia que me deixou um tanto orgulhoso e feliz, fazendo-me lembrar dos craques do passado. Kaká, ídolo do Milan da Itália, simplesmente recusou a maior proposta feita até hoje no esporte, proposta esta feita pelo clube inglês Manchester City. Tudo porque, segundo ele, jogar na Itália é onde se sente bem, à vontade e, o mais importante, feliz.

Em minha opinião, jogadores que mudam de time a cada temporada e campeonato não criam identidade. São conhecidos como mercenários e facilmente são esquecidos pela história deste esporte maravilhoso. Apesar disso tudo existem as exceções. Refiro-me a Marcos do Palmeiras e Rogério Ceni do São Paulo, que admiro e de quem sou fã apesar de não jogarem no meu time do coração. Considero estes dois atletas verdadeiras lendas que permanecerão eternamente na lembrança dos amantes do futebol. Isso porque não são apenas ídolos, são ídolos com amor à camisa.



Escrito por Observatótio Local às 16h57
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ESPERTALHÕES QUEREM TOMAR O SEU DINHEIRO >> por Moacir Paquali

Fim dos tempos! Julgamento final! Apocalipse! Creio que a maioria das pessoas já ouviu falar sobre isso e, assim como eu, sentiu um friozinho na espinha ante a possibilidade de ver o nosso mundo se acabar!

Dias atrás, estava eu fazendo uma tentativa inútil de encontrar vida inteligente na TV, quando algo me chamou a atenção. Um senhor que se dizia bispo, representando uma das muitas religiões cristãs que proliferam no Brasil, fazia ameaças a todos os pecadores, anunciando o fim do mundo! A data de tal evento? O último sábado antes do Natal de 2012! Segundo o tal bispo, um corpo celeste chamado planeta X passará próximo à Terra e causará, com sua passagem, o tão temido Apocalipse de que fala a Bíblia! Fiquei curioso e fui pesquisar na internet. Descobri um material extenso sobre o assunto! Informações verdadeiras ou falsas estão lá para quem quiser ver! Tem até cientistas da Nasa confirmando a existência do tal corpo celeste!

Se o tal planeta irá passar e destruir a vida na Terra, eu não discuto. Catástrofes sempre aconteceram e vão continuar a acontecer. Isso faz parte das leis da natureza e do universo e sou muito insignificante para discuti-las com quem tem muito mais conhecimento sobre o assunto do que eu! O que acho absurda é a atitude dos espertalhões que usam tais informações para amedrontar as pessoas humildes, com pouca informação, fazendo ameaças, prometendo castigos divinos, o fogo do inferno e por aí afora!

Segundo o tal bispo, poucos se salvarão! O mais incrível é o modo como as pessoas dizem amém a tudo o que esses pilantras falam! E dê-lhe esmolinha na bandeja! Não questionam! Nunca Deus me cobrou por um favor que Ele me fez. E já fez muitos! Se cobrasse, eu teria que fazer empréstimo! Todo esse papo só serve para tirar o dinheiro dos clientes! Perdão! Dos fiéis! Fiquem espertos! Deus não cobra!



Escrito por Observatótio Local às 16h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ESTÁGIO DE AMEBA >> por Ney Michel Volpi

Agora ele volta, em propagandas com megaprodução, filmes publicitários literalmente dirigidos para explorar o sentimento e a profunda sensação da falta de um modelo de herói nacional. Há quase um ano ele estava compartilhando com o mundo o vexame de ter experimentado um programa com travestis em um motel no Rio de Janeiro. Agora, maquiado e com sorriso de idiota, aparece na propaganda da Brahma como um guerreiro vencedor que voltou para casa. Ele que vá para o inferno junto com a Brahma de preferência e, se quiser, pode levar consigo todos os travestis do Rio de Janeiro para depois dizer que só percebeu na hora H.

Não cabe aqui, agora, explicar o que realmente rola por trás de toda essa balela ou fazer mais um texto cretino que fala do "Big Brother Brasil", da Globo, de marketing e ai ai ai e ui ui ui. O que vale é dizer que o Brasil está cada vez mais capenga, que estamos contribuindo para uma situação de domínio aceitável onde o verdadeiro guerreiro é o pai de família que acorda às cinco da manhã, vai para o trabalho e na volta para casa tem que ouvir que a culpada de tudo é a crise e que os preços blablablá e mais crise. Tudo isso, toda essa porcaria idiota, moldada por um bando de exploradores de mentes e de contas bancárias, parece não ter mais fim por aqui.

Não há máscaras, não existem fofuras, delícias ou facilidades. Estamos vivenciando uma época de marasmo, um estágio de ameba. Sei que você pode estar dizendo que eu também estou nessa e não faço nada. Na verdade é aí que você se engana, eu adoro fomentar a revolta, a convulsão social que é o estágio que o Brasil precisa atravessar para poder chegar ao próximo nível de país em desenvolvimento. Na verdade eu ainda acredito que exista uma espécie de rebelião silenciosa vinda dos garotos e garotas de fone de ouvido e jogos de computador, indignados com a hora de ir para a cama.



Escrito por Observatótio Local às 16h54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




BASTA À CORRUPÇÃO >> por Sidney Engels

Caro leitor, na semana de fevereiro em que envie para publicação a coluna na qual critico a forma de escolha dos representantes do povo e a influência do poder econômico nas eleições, surge mais um escândalo político em nível nacional.

Na entrevista bombástica concedida à revista Veja na edição de 2.100, de 18 de fevereiro de 2009, o senador Jarbas Vasconcelos critica o seu partido, o Senado Federal, a escolha dos presidentes do Senado e da Câmara Federal, a corrupção, o bolsa-família, entre outros temas

Na semana seguinte a Veja publica reportagem de capa com o título "Um caso de amor com nosso dinheiro – como os corruptos ficam milionários na política". Um dos exemplos citados é do senador Renan Calheiros (aquele que, segundo denúncias, pagava as contas da amante com dinheiro público), eleito presidente do Congresso, que, quando entrou na política, em 1974, declarou como patrimônio um Fusca e hoje tem um patrimônio estimado em 10 milhões de reais.

Repetidos escândalos são sistematicamente denunciados na imprensa, que nos fazem afirmar que, infelizmente, os honestos são exceção na política, e não a regra geral. Isto aplica-se a todos os partidos, e também – podemos afirmar – a uma parte da sociedade, e faz-me lembrar a frase de Rui Barbosa escrita há 100 anos, mas que se encaixa perfeitamente nos dias atuais: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

Ainda é tempo de reagirmos. Mude de atitude! Chega do "jeitinho brasileiro". Afinal, que futuro queremos para nossos filhos?



Escrito por Observatótio Local às 16h53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  Blog revista P&N
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog